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O GIMP é tão bom quanto o Photoshop?

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É fato inegável de que o Photoshop conquistou seu devido espaço no Design. Ninguém pode questionar que nele é possível fazer quase todos os tipos de trabalhos criativos. Vinte e nove anos no mercado o estabeleceu merecidamente como o padrão do mercado. Todos os softwares concorrentes acabaram por seguir as tendências ditas por ele. Como ninguém é obrigado a desenvolver de graça, paga-se uma licença para usar o software, e o preço é bem salgado.

Adquiriu tantas funções durante este tempo, que o software da Adobe tem hoje ferramentas que raramente são usadas: sabia que dá para editar vídeos nele? Isto o transformou em um algo gigante e pesado que virou até teste de velocidade para computadores. Se o seu computador é rápido, faça o teste e veja em quantos segundos o Photoshop abre.

Ele é tão completo, que já vi designers especializados em Photoshop; fazem tudo somente nele: layouts de sites, animações, ilustrações, texturas para modelos 3D, camisetas, embalagens… Felizmente, outros softwares surgem para cobrir melhor essas áreas, e cada vez menos o Photoshop é usado para além daquilo que foi criado inicialmente. Sketch ou Adobe XD para layouts de UI e prototipagem, Lightroom para edição de fotografias, entre outros…

Ou seja, uma transição do Photoshop para outro software de edição de imagens não é impossível como possa parecer.

GIMP

Pensando em possibilitar o acesso à edição de fotos a todos, em 1995, o GIMP (sigla para GNU Image Manipulation Program -- Programa de Manipulação de Imagens da GNU) foi criado pela dupla Spencer Kimball e Peter Mattis, como um projeto de faculdade. Desde então, ele tem evoluído muito, estando disponíveis em diversas plataformas. Seu código foi aberto e disponibilizado para a comunidade de desenvolvedores do software livre.

GIMP 2.10.8

Dá para fazer muita coisa no GIMP. Coisas tão boas quanto no software da Adobe. O maior pecado dele, é que ele tenta fazer as coisas do jeito dele, deixando-o pouco intuitivo para quem vem de um programa como o Photoshop. Atalhos diferentes, disposição de palhetas diferente e comportamentos característicos.

No entanto, nada que uma pessoa disposta a aprender não possa se acostumar, ou adaptar o programa às suas necessidades. Existem até pacotes de configuração que transformam a interface do GIMP e os atalhos em algo próximo ao do Photoshop.

Outra coisa que era assustadora antes era a interface, que possuía diversas janelas separadas, mas isso já melhorou bastante nos últimos anos, depois da disponibilização do modo de janela única.

Desvantagens

  • Edição destrutiva: uma vez aplicado o efeito na imagem ou camada, este é mesclado no resultado. Não permitindo edições posteriores sem a repetição do processo.
  • Sem Adjustment Layers: ele ainda não possui nada parecido com camadas de ajuste nativamente. Está programado para vir em próximas versões.
  • Vetores: o GIMP não cria formas em vetor editável como o Photoshop. Nele, caminhos são criados para criar seleções de máscara no final, e nessas máscaras, fazer as alterações desejadas.
  • Impressão: existem ainda algumas questões quanto ao fluxo de trabalho para impressão, as quais não vou entrar em detalhes, pois não é a minha especialidade.

Vantagens

  • É de graça: você não precisa pagar licenças de uso, nem mensalidades. Nem terá de ficar preocupado com a questão da pirataria.
  • Grande comunidade na internet: vai ser fácil achar algum tutorial na internet caso tenha dúvidas. Além de existirem diversas extensões criadas para o aplicativo.
  • É leve: hoje em dia para usar o Photoshop, você precisa ter uma máquina muito boa para rodá-lo de forma confortável. O GIMP funciona em configurações mais modestas.
  • É multiplataforma: existem versões para Windows, macOS, todas as distribuições Linux, além de sistemas operacionais menos conhecidos como FreeBSD e Solaris.

Para a maioria das funções que o Photoshop possui, existe uma equivalente no GIMP, nativamente ou através de extensões. No final das contas, vale a pena dar uma utilizada no programa. É de graça e agregará mais conhecimento. Afinal quem faz o trabalho final é o profissional, não a ferramenta.

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