Existe em nossa sociedade uma grande necessidade de se apresentar como isento. Imparcial, sem paixão, viés, isento de erros. A tal isenção deve ser a base de toda e qualquer comunicação de fatos e da educação. Isso tudo seria ótimo, se não fosse uma triste realidade: não existe a tal da isenção.

Todas as pessoas escolhem acreditar em algo. Isto é natural. Ainda mais em nosso país, no qual ter uma opinião que parece ser a correta tem mais importância do que realmente verificar se algo é verdadeiro.

Não são somente as pessoas, mas as empresas constituídas por elas. No começo elas se concentram nos serviços que prestam e depois que atingem em um certo nível, onde a concorrência não assusta mais. Sentem-se no direito de começar a impor suas opiniões sobre como os seus usuários devem agir, manipulando as interações, criando um verdadeiro experimento social, no qual ninguém aceitou participar conscientemente.

Google, Facebook, Twitter e outras redes destas empresas, todas têm o seu viés. Você já parou para analisar qual é? É o mesmo que o seu? É o mesmo que a maioria da população? Aceitam bem a diversidade de pensamento? Você chegou a ter sua conta suspensa ou uma reclamação ignorada?

Como pesquisar, como falar e como opinar? Quem votar? “Neste aqui, pois este outro é mau”. Disseram que o serviço iria ser de graça, mas no final o produto é você. Você é o preço e o produto. O objetivo deste texto não é convencer o leitor do meu viés, e sim apresentar que estes existem, independente do veículo. Comece a notar os padrões e se precisar usar os serviços daquela plataforma, use os limões que ela te fornece e faça uma boa limonada. Sempre há uma saída.

Fora isso, saia da zona de conforto e procure serviços semelhantes e os substitua. Você ajudará a internet a continuar livre e de quebra favorecer a inovação e concorrência. Em breve, publicarei alguns artigos mostrando alternativas.